segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Definitivo




Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010




Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

(Clarice Lispector)



Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.


(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010





Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.

(José Saramago)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010




... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.
(Clarice Lispector)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010





Existe dentro de minha alma uma raiva da solidão tão grande que chega a ser incontrolável. A solidão cala meu sofrimento. É como olhar para o horizonte e avistar apenas a árvore negra tortuosa. O frio me arrepia, o silêncio invade, o cérebro combina idéias, as mãos se banham em sangue e os olhos em uma melancolia irritante. A tristeza invade a alma e não mais sai. Os pensamentos se tornam movimentos de elétrons e saem como faíscas no fio não recapado. São breves e incômodos, leves e autônomos… Impossível prever a reação da alma diante dos fatos rotineiros que machucam e que acabam cegando. Cegam por dentro, pois a visibilidade é a mesma, a interpretação é que se torna fria e distante. A solução é me unir ao que tanto odeio, pois acaba sendo a minha única companhia. Mesmo que eu não queira, acabo querendo por obrigação do ser pensante por detrás desse tolo ser amante. Minha dor escondida a 7 chaves vai lentamente se perdendo no meu interior. Ela invade e não pede licença, ela faz maldades e se diverte, se alimenta...



By http://pequenaprincipe.wordpress.com/2009/03/27/presenca-da-solidao/
Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me
embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!

Martha Medeiros

segunda-feira, 26 de julho de 2010






... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.

Clarice Lispector

segunda-feira, 3 de maio de 2010





Ainda que o tempo percorra o infinito,
E penetre na mais profunda imensidão do sentir.
Ainda que a lembrança esquecida seja recordada,
No momento em que o fim se aproximar.
Ainda que tudo se torne oco,
E o vazio preencha os espaços formando o nada.
Ainda que em mares distantes,
Haja sobreviventes da liberdade perdida.
Ainda que não importa onde nem porque,
O que venha a acontecer,
Não sera nada se tudo estiver longe de você.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Ciclo



Caminho por entre espinhos, em cada andar.
Perco-me por entre passos curtos porém largos
Olho para o lado... Longe na distância que separa
A realidade ilusória construída por fragmentos de dor
E pedaços de sentimentos contraditórios.

Atravesso a tempestade de forma lenta e passiva
Meus olhos sangram ao enxergar,
O que não pode ser visto.
Perco os sentidos e a vida não mais é sentida,
Ela é expressa somente no instante vivido.

Dois caminhos se cruzam,
Duas estradas e um só pensamento,
A dúvida corrompe o caminhar,
Levando ao extremo da insanidade.

O que fazer se não há nada a ser feito?
O que mudar se a escolha não decide?
Esperar... Acordar.... Continuar a caminhar.....

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A impontualidade do amor




Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O mulherão

Peça para um homem descrever um mulherão.Ele imediatamente vai falar do tamanho dos seios,na medida da cintura,no volume dos lábios,nas pernas,bumbum e cor dos olhos.Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira,1,80m,siliconada,sorriso colgate.Mulherões,dentro deste conceito,não existem muitas:Vera Fischer,Leticia Spiller,Malu Mader,Adriane Galisteu,Lumas e Brunas.Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma a cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus por dia para ir ao trabalho e mais dois para voltar,e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matricula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 Reais.
Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta,que malha,que usa salto alto, meia-calça,ajeita o cabelo e se perfuma,mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.Mulherão é quem leva os filhos na escola,busca os filhos na escola,leva os filhos para a natação,busca os filhos na natação,leva os filhos para a cama,conta histórias,dá um beijo e apaga a luz.Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.
Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo,é quem faz serviços voluntários,é quem colhe uva,é quem opera pacientes,é quem lava roupa pra fora,é quem bota a mesa,cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expediente de oito horas e enfrenta menopausa,TPM,menstruação.Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos,fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio pra azia.

LUMAS,BRUNAS,CARLAS,LUANAS E SHEILAS:Mulheres nota dez no quisito lindas de morrer, mas MULHERÃO É QUEM MATA UM LEÃO POR DIA

(Martha Medeiros)

terça-feira, 23 de março de 2010





Tenho andado confusa e sem saber que rumo seguir.
Será que o caminho a ser percorrido é o caminho certo?
Será que existe o certo?
Entender a verdade por trás das entrelinhas transborda,
Sufoca a ideia de saber que o bem está subentendido no vazio.
Percorrer a verdade em meio ao caos,
Perdendo a essência do ser e existir.
Quem disse que sentir é pra dentro?
No meu caso sinto pra fora,
Com sangue e ferida que nunca se fecha.
Aonde chegar se não se sabe aonde vai?
Esquecer quem é, tentando ser algo incoerente,
Analisando o lado esquerdo sem entender direito.
Como se saber fosse fácil.

sábado, 20 de março de 2010




Eles caminham juntos, com as mãos entrelaçadas. Sem rumo. Sem destino.
Somente a luz da lua iluminando seus traços e sendo a única testemunha a observar seus passos.
A noite é fria, a estrada é longa, mas a segurança que sentem um ao lado do outro supera todos os limites do desconhecido.
Ele olha. Ela sorri. Ele beija. Ela abraça. Ele protege. Ela fecha os olhos e...
O tempo para, envolvendo e unindo dois únicos pontos em meio à imensidão do instante vivido.

quinta-feira, 18 de março de 2010




-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também, mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 17 de março de 2010




Enquanto houver saudade vou te procurar
Enquanto houver saudade vou te buscar,
Não importa onde,quando,nem porque,
Não importa o tempo e a distância,
Não vou ligar sem com você falar,
Não vou perder a chance de sempre te amar,
Não vou esquecer da tua face, do teu olhar,
Não vou me prender em pensamentos distantes,
Porque perto de você vou sempre estar,
Nem que seja só dentro de mim,
Escondido em um lugar reservado,
Guardado em um lugar bem especial,
Pra te sentir e te observar,
Sempre que você passar,
Na esperança de você ficar.

segunda-feira, 15 de março de 2010




[...] sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!

(Caio Fernando Abreu)




Tudo caminha de forma aleatória,
As correntes tornam o andar mais difícil,
Com as mãos amarradas não pode segurar,
E a visão não está mais no lugar.

Pegar um pouco de ar é impossível,
Porque o possível não está lá,
E com a defesa esgotada,
Não se pode mais descansar.

O tempo corre sem demora,
Empurrando, se debatendo.
E ao lado percebendo,
Que sobrevive só o pensamento..

domingo, 14 de março de 2010

A FITA MÉTRICA DO AMOR




Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 12 de março de 2010




Criei este selinho para presentear as meninas que fazem a diferença no mundo
dos blogs.

as regrinhas são:
Responda:
O que você mais gosta de postar em seu blog?

Poesias,textos,gadgets fofos e gifs cutes;

Agora repasse para 6 blogs de meninas.


Estude-me
Blog da Milly
Poesias Fran
Criatividade e Nostalgia
midifairy
ataldabuh





"Que coisas são essas que me dizes sem dizer, escondidas atrás do que realmente quer dizer?
Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias. Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma outra alegria além de ti.
Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar. Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara."
(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Longe...

Postando novamente a pedido de alguem especial:





Ainda que o tempo percorra o infinito,
E penetre na mais profunda imensidão do sentir.
Ainda que a lembrança esquecida seja recordada,
No momento em que o fim se aproximar.
Ainda que tudo se torne oco,
E o vazio preencha os espaços formando o nada.
Ainda que em mares distantes,
Haja sobreviventes da liberdade perdida.
Ainda que não importa onde nem porque,
O que venha a acontecer,
Não sera nada se tudo estiver longe de você.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Espelho

Decidi postar um dos meus poemas favoritos de Sylvia Plath:






Sou prateado e exato. Não tenho preconceitos.
Tudo o que vejo engulo imediatamente
Do jeito que for, desembaçado de amor ou aversão.
Não sou cruel, apenas verdadeiro -
O olho de um pequeno deus, de quatro cantos.
Na maior parte do tempo medito sobre a parede em frente.
Ela é rosa, pontilhada. Já olhei para ela tanto tempo,
Eu acho que ela é parte do meu coração. Mas ela oscila.
Rostos e escuridão nos separam toda hora.

Agora sou um lago. Uma mulher se dobra sobre mim,
Buscando na minha superfície o que ela realmente é.
Então ela se vira para aquelas mentirosas, as velas ou a lua.
Vejo suas costas, e as reflito fielmente.
Ela me recompensa com lágrimas e um agitar das mãos.
Sou importante para ela. Ela vem e vai.
A cada manhã é o seu rosto que substitui a escuridão.
Em mim ela afogou uma menina, e em mim uma velha
Se ergue em direção a ela dia após dia, como um peixe terrível.

(Sylvia Plath)

terça-feira, 9 de março de 2010

???





Tudo desaparece.
Mas o que é tudo sem o nada como paradoxo?
Refletindo externamente,
Comprimindo e rasgando ao mesmo tempo,
Os dias que seguem.

Onde encontrar respostas?
Sem permanecer inerte.

Conseguir partir até encontrar,
Sem o medo tomando conta do lugar,
É o não sentir que transfere,
Toda a dor refletida na pele.

As perguntas aparecem,
Sem entender o motivo,
Apenas permanecendo,
Sem alivio, ferindo os sentidos.

domingo, 7 de março de 2010

Devaneios e sentidos



O Coração segue descompassado
A raiva torna-se crescente,
Como a tempestade que se aproxima.

Com o ar bloqueado sufoca,
Com a garganta seca a voz some,
Resta somente o desespero,
De estar sem companhia.

Tudo se torna cinza,
Sua alma se alarga
E faltam espaços.

Sem ter pra onde fugir,
Não se encontra lugar,
Transbordando,
Esvaziando,
Suprimida de si
Não consegue existir.

A dúvida corrói,
Ferindo os sentidos,
Deixando a alma dilacerada,
E o corpo destruído.

Novo selo

Recebi esse novo selo do blog a belle de jour, e seguindo as regras:





A regra é simples e única:


Diga apenas o porquê que essa mulher deve receber este selo?

Porque elas são criativas,talentosas e grandes escritoras e poetas.

Poesias Fran
A Grande Bússola
Taça de Sabedoria
Criatividade e Nostalgia
Blog da Milly

sábado, 6 de março de 2010







É insuportável o sentir.
Me exceder em medos e sensações vagas e incompreendidas
Como entender o que nem é sabido?
Existir em caos de ausência e urgências
Perder-se em encontrar o que não se pode perceber
A intensidade da falta
Somada a carência sufocada
Não dá pra compreender palavras em catarse
Palavras que fogem a normalidade
Que se perdem em utopias transformadas em peso
Subir sem descer... Enxergar sem ver.....
Perfurar o que está ferido sem receio da dor
Sem perder a frieza de um coração esmagado.

sexta-feira, 5 de março de 2010





Tudo parece perdido,o que não foi achado,
o que não foi sentido.

Esquecendo os motivos,vivendo de lembranças,
de dias indefinidos.

As horas perseguem numa lentidão inebriante,
sufocando e esperando que tudo se acabe,
no exato momento em que o vazio seja corrigido,
recolhendo os fragmentos e restos,
e unindo o que foi partido.

quarta-feira, 3 de março de 2010





É noite.O céu sem estrelas, a lua encoberta por nuvens carregadas de solidão e medo.
Em meio a árvores envolvidas por uma leve camada de neblina e a terra úmida, depois de um dia inteiro de chuva;ela chora.
Encolhida e escondida de tudo, perdida de si mesma,ela não encontra saída.
O medo lhe consome, em estado de agonia ela sangra , feridas surgem na sua pele expelidas de sua alma doente e frágil.
A dor é incessante; ela grita... tamanho é seu descontrole, ultrapassando os limites e chegando nos extremos da loucura.
Isolada e excluída de um mundo na qual ela nunca fez parte;Onde nunca foi a protagonista da sua própria historia;
Ninguém percebe o seu sofrer.
Então só há uma saída: Ficar e esperar o sol nascer.

terça-feira, 2 de março de 2010






Você nasceu dentro de mim de repente,
de uma forma que não pude evitar.
Quando fecho os olhos,
te vejo em meu pensar,
observando cada detalhe,
cada gesto,
da beleza do teu olhar.
Você está desconstruindo,
tudo o que sempre acreditei,
derrubando paredes,
movendo pedras,
e permanecendo dentro de mim
de uma forma ardente e sedutora.
Você é alguém que eu quero,
Você é alguém que eu penso,
A todo momento, pelo resto da vida,
te quero para sempre do meu lado.

segunda-feira, 1 de março de 2010





Um dia como outro qualquer,
a mudar por um simples detalhe,
ela não está mais lá.
O que permaneceu foi somente algo inerte e sem vida,vazio.
O que ela foi ficou para trás ,
e o que ela é continua a existir independente do espaço e do lugar.
Tudo é novo, assistido e ouvido pela primeira vez;
A sensação de liberdade é incomparável, conseguindo captar a mais profunda pureza e verdade que envolve e protege tudo ao redor.
Ela observa apreciando cada detalhe,
cada face, cada sorriso minuciosamente,
como se jamais fosse voltar a ver tamanha beleza.
O tempo caminha do seu lado,
sendo cauteloso e solidário nos momentos certos,
rápido e preciso quando necessário.
Não existe espaço para a dor
Todas as vagas foram preenchidas e devidamente preservadas ali,
somente o princípio do que se chama a tão desejada felicidade.

domingo, 28 de fevereiro de 2010





“Se a alma humana fosse tocada com tamanha delicadeza de uma borboleta,
tudo seria mais simples e leve como o balançar de suas asas.”
(Livia Barreto)



Por tantas noites procurei o sentido do viver,
E quase nunca encontrei, o que gostaria de saber.

Por várias tardes adormeci tentando buscar,
Nos sonhos a resposta e o lugar.

Por dias, semanas, meses e anos.
Pelo tempo que às vezes corre ao contrário.
Pelos erros e acertos encontrados.

Tudo isso acontece por um simples motivo....

Não existe o sentido do viver,se a vida não tiver sentido....
Sentido e vivido com a alma,
Vivido e valido a pena cada dia,
Cada manhã, cada momento, além do tempo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010




Mesmo que a distância nos separe,
E a vida nos afaste,
Não irei me cansar de te buscar.

Irei procurar em cada estrada,
Em cada chegada,
Por onde passar.

Te sentindo... olhando para o mar...buscando teu olhar...
Em cada andar,
Em cada falar,
A procura dos teus traços,
De sentir teus abraços, me envolvendo sem cessar.

E ainda que o tempo perdido não volte,
E os momentos vividos se apaguem,
Em tua presença irei encontrar,
Abrigo e alguém que ao meu lado irá sempre estar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010




Pior do que a dor da saudade,
é a dor da espera.
O tempo parece interminável,
a dor da ausência desgasta a alma.

Os espaços ficam apertados,
sufocando todos os lados,
as horas não passam,
os dias se arrastam

O choro contido,
na margem do desespero,
O pensamento se perdendo,
na imensidão do vazio ao redor.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

De vez em quando






Finalmente um tempo fresco depois de dias intermináveis de calor, posso curtir todo o frescor de um dia nublado e chuvoso;O dia perfeito para ficar debaixo do edredom curtindo um filme e comendo pipoca.
Pensando nisso, pude perceber em como as coisas mais simples nos satisfazem de tal forma que esquecemos até de como é difícil sobreviver em um mundo onde o “ter” é mais importante do que o “ser”.

Às vezes é necessário deixar um pouco de lado o peso da responsabilidade de viver em meio a tanta competição e se esvaziar deixando o tempo livre para receber o que o lado bom da vida tem a oferecer, sem preocupar-se com infindáveis compromissos;

Pelo menos de vez em quando permitir-se dormir até mais tarde, passear no parque sem pressa, ficar o dia inteiro curtindo a pessoa amada, olhar o pôr do sol, caminhar na praia, fazer uma boa refeição sem culpa.
Pelo menos uma vez deixar de lado a correria e a agitação das grandes cidades e buscar o lado bucólico da vida, fazendo algo que lhe dê prazer para simplesmente nos renovarmos.

Sabe porque?

De vez em quando nossa bateria precisa ser recarregada, e na maioria das vezes nos esquecemos e somos pegos de surpresa com uma possível falta de carga,e quando isso acontece,somos obrigados a parar onde estamos e pelo menos permanecer e descansar até a energia voltar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ainda...






Ainda que o tempo percorra o infinito,
E penetre na mais profunda imensidão do sentir.
Ainda que a lembrança esquecida seja recordada,
No momento em que o fim se aproximar.
Ainda que tudo se torne oco,
E o vazio preencha os espaços formando o nada.
Ainda que em mares distantes,
Haja sobreviventes da liberdade perdida.
Ainda que não importa onde nem porque,
O que venha a acontecer,
Não será nada se tudo estiver longe de você.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CENOURA, OVO OU CAFÉ




Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um “chef”, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.
Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela. Virando-se para ela, perguntou:
- Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.
Ele pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Depos pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
Ela perguntou humildemente:
- O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.
O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente , ele havia mudado a água. Ele enfim pçerguntou:
- Qual deles é você? Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?

E você?

(Autor Desconhecido)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Dois






". Fico quieto. Primeiro que paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você começa a espalhar aos sete ventos, crau, dá errado. Isso porque ao contar a gente tem a tendência a, digamos, “embonitar” a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito. Sei que é complicado, mas contar falsifica, é isso que quero dizer — e pensando mais longe, por isso mesmo literatura é sempre fraude. Quanto mais não-dita, melhor a paixão."

(Caio Fernando Abreu)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Eu...





Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua.

(Martha Medeiros)

Quatro





Entre quatro paredes ela perde peso;
Trancada dentro de si,ela encontra a chave da solução.
Nos extremos do sentir,ela grita,soca,se liberta...se esvazia de todas as formas.
Tudo acontece em câmera lenta, mas de maneira progressiva e intensa.

Entre três paredes ela respira, pega fôlego,descansa;
Pois o restante do peso é mais difícil de ser perdido, e ela vai precisar de toda a força possível, e a vontade de ficar leve aumenta a esperança,então se levanta e continua...

Entre duas paredes, já é possível enxergar do lado de fora,
Avistar o que jamais foi visto...ela fica ansiosa para enxergar o desconhecido,e corre para perder os últimos quilos.

Na ultima parede ela se senta,e tenta refletir... tenta perder o restante do peso ou desistir? Ficar totalmente leve a tiraria do chão e a faria fluturar, perdendo a chance de encontrar sentido onde está.

Ela então decide parar e permanecer satisfeita do jeito que está;Afinal, um pouquinho de peso não faz mal e torna a vida uma eterna busca para se manter no peso ideal.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010





Não consigo entender como a paixão nos cega a ponto de esquecermos quem somos e só lembrarmos de como é ela...



Ao teu lado o tempo acumula afetos e gestos que permanecem inalterados,preenchendo todos os espaços, rompendo as barreiras da ausência e fazendo a permanência como nossa aliada.Em teus braços o tocar é sentido de forma a inebriar e envolver todas as centenas de fantasias desejadas,e os sentidos são vividos de forma completa e exata,nos extremos da perfeição de um momento que é registrado em páginas antes apagadas.

A estrada







Ela tem vontade de gritar para ver se alguém vai escutar...Tamanha é a vontade de ir para longe de si e esquecer o que é ser para tentar entender a falta que sente do que não conhece. É melancólico o caminhar, solitário é onde está; o lugar é frio e sem paredes de proteção. Vulnerável e desprotegida ,a mercê da solidão com a alma dilacerada...Ela quer encontrar.Desenfreada ela segue madrugada adentro atrás de respostas para chegar lá , e ao lado dela,sempre estar, e juntas esperar aos poucos a tempestade passar,pois com duas estradas entrelaçadas,é mais fácil de chegar.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ela...






Ela poderia ficar, permanecer,
para sempre ali.
Ela ficaria desta forma,
deste jeito sem sair.
Ela seria todas as outras,
todas as horas, de várias formas,
sem fugir.
Ela simplesmente seria alguém,
que dá abrigo,colo,companhia.
Alguém que ficaria para sempre,
do lado, sem jamais partir.

A dor





Em meio à tempestade,
Olhar para cima e ver o quanto tudo está cinza,
E o azul já parece distante,
Quando o vermelho se aproxima.

Não se sabe o que fazer,
Nem o que se esperar,
Preto e branco é sua cor,
Desbotado e incolor.

E quando se mede a dor,
Percebe um coagulo formado,
Ao redor da face e por fora, do outro lado.

Tudo se torna pequeno,
E o nada aparece de repente,
Como um raio, que cai bem a sua frente.

Inerte permanece o tempo,
Dentro do livro sem capa,
O que outrora foi um sonho,
Agora se encontra encurralado.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Segundo Selo




Ganhei este selinho da Fran, do Blog Poesias>Fran.R.M

Muito obrigada pelo selo e por ser uma das escolhidas.

As regras:
*Copie a imagem no seu blog.
*Liste 10 coisas que fazem você feliz e tente fazer uma hoje.
*Marque 10 blogueiros que alegram o seu dia,

10 coisas para me deixar feliz:

1-Ler e escrever.
2-Assistir filme comendo pipoca.
3-Viajar.
4-Brincar com minha sobrinha.
5-Escrever no meu blog.
6-Tocar violão e gaita.
7-Conversar com pessoas interessantes.
8-Barzinho com música ao vivo.
9-Fazer análise
10-Estar sempre de bem com a vida.



Indico para:

Subliminar
Blog do Jeff
Diário de um desabafo
Estude-me
Farofa e blá blá blá
Córtex Nuclear
Christian bazyl
Blog da Fêr
Serendipities
Atravessamentos Psicanaliticos


Bjs a todos!

Sem sentido





O que fazer quando não se sabe aonde quer chegar?
O que sentir se não conhece o sentimento que está a incomodar?
Para onde ir, se o caminho está fechado e sem curvas?

Quando o impossível lhe convida,
A participar dessa mais difícil companhia,
Tudo parece insuperável e sem meios para alcançar.

Quando nada se encaixa,
E se está preso numa caixa,
Onde não se consegue enxergar,
É preciso esperar....

Mas como deixar a paciência lhe acompanhar?
E expulsar a ansiedade que insiste em lhe incomodar?

Nessa hora, a cegueira é grande aliada,
O que não se vê não se sente,
O que não se sente não incomoda,
Afinal, a verdade pode estar do outro lado,
Do lado de fora.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Uma vida a procura do equilíbrio que esta sempre distante

Parte (2)


Amanhece... ela acorda e percebe que passou a noite desacordada, e não se lembra de como chegou até ali....
Faz muito frio, e suas roupas não lhe protegem do vento forte que sopra ao seu redor.
Imediatamente, ela decide voltar para sua casa. Mas logo que pensa em retornar, ela fica assustada em não se lembrar de como foi parar ali.O que fazer então?
Uma onda de pavor toma conta do seu pensar,e se transforma em um pesadelo no qual ela quer acordar..mas isso não acontece, e sem saber o que fazer, decide caminhar e mais do que depressa retornar, pois, sua mãe a certa altura já deve estar desesperada a sua procura... e quando chegar em casa, o que falar?
Com os braços cruzados, e o rosto assustado, Lyssa se levanta e segue por uma trilha que está bem a sua frente, pois, tudo o que mais quer é se trancar em seu quarto e deitar em sua cama, e não não pensar em nada, somente descansar.

Continua

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Uma vida a procura do equilíbrio, que está sempre distante





Parte (1)




Ela se chama Lyssa,uma jovem solitária e incompreendida. Perdida em meio ao caos que rodeia a sua existência. Portadora de uma beleza incomparável, seus cabelos negros e lisos, que por mais que ela tente, sempre está a cair uma fina camada de franja em seu rosto sempre corado; Seus olhos são de um azul brilhante, que mais parece se igualar ao céu límpido que cobre sua visão. Sua pele clara e delicada como porcelana.
Lyssa tem apenas 14 anos, mas sua vida marcada por traumas e tragédias, fez essa adolescente amadurecer e conhecer verdades difíceis de serem compreendidas pelas pessoas ao seu redor.

Ela caminha... procurando encontrar, e se perde buscando o seu lugar.
Mas com os olhos embaçados mal consegue enxergar, e ela cai....

Ao seu redor, a escuridão toma conta dos espaços, e ao seu lado encontra somente uma folha de papel amassada...com os seguintes escritos “ na vida todas as dores são passageiras, e o que resta então são apenas cicatrizes de um passado que jamais poderá ser apagado, porém, guardado”.
Uma lágrima cai de seus olhos, e o papel amassado é arremessado para longe, longe da sua dor... longe do seu sentir....
Ela chora...compulsivamente, quer colo, quer companhia...mas ninguém aparece para lhe socorrer, amarga ilusão; Somente o vento lhe sopra aos ouvidos, e o balançar das árvores parece lhe oferecer abrigo.
Cansada demais para prosseguir, ela pega no sono.

Continua.....

O contrário do Amor



Martha Medeiros é Jornalista e Escritora, nascida na cidade de Porto Alegre.
Sou admiradora assumida de seus textos, poesias e crônicas;Porisso decidi criar um espaço em meu blog para divulgar seus escritos.
Para quem não a conhece, espero que estas postagens sejam de grande valia,pois,Martha Medeiros escreve com com tamanha sensibilidade e versatilidade que é quase impossível alguem não se identificar pelo menos uma vez com seus textos.





O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

domingo, 14 de fevereiro de 2010




Ela olha o horizonte e não percebe a grandeza do instante vivido, enquanto ouve o silêncio de sua lágrima cair.
Ao seu redor a imensidão do vazio a consome e penetra em seu interior,dissolvendo e esvaindo-se em meio ao nada.
O medo em seu olhar, aparece como um lampejo, rasgando o tempo que ultrapassa os limites de seu pensar.
Já não se sabe aonde está....

Primeiro "SELO"

Ganhei meu primeiro selo da Srta Camargo do blog Spectaculaire,estou muito feliz pela indicação.





Bem, seguindo as regras:
Dizer 7 coisas sobre mim:

1 -Sou uma futura filósofa
2 -Uma das coisas que mais gosto de fazer é ler e escrever
3 -Sou apaixonada por Psicanálise
4 -Adoro viajar e conhecer novas culturas.
5 -Adoro ouvir MPB e ROCK
6 -Amo fotografias e cenários
7 –Adoro curtir a vida ao lado da pessoa que amo.


Passando o selo para 7 blogs:


Entre um verso e uma prosa...
Fran Poesias
A Grande Bússola
Taça de Sabedoria
Criatividade e Nostalgia
Blog da Milly
Batata Sorriso

sábado, 13 de fevereiro de 2010


Trecho de Esperando Aviões:
(...) Cada dia que passo sem tua presença, sou um presidiário cumprindo sentença, sou um velho diário perdido na areia, esperando que você me leia (...)




Ela espera...
Na esperança de reencontrar, com o desejo de libertar,
De expressar em todos os sentidos, a paixão sentida.
Ela espera...
Solitária, porém, em companhia da lembrança,
Que permanece intocável, sobrevivendo ao desgaste,
Da ausência vivida.
Ela observa...
O tempo nublado em espaços vazios,
Os caminhos fechados, na espera... somente dela.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010




Maior do que a dor da perda,
é o sentir em excesso sem regras,
que excede os limites da lucidez,
e transformam a loucura em uma realidade,
que reflete na alma e se materializa no presente,
construindo uma inércia de desgaste,
destruindo lentamente um corpo,
como cianureto,que exala mal cheiro,
e aos poucos resta somente o silêncio,
de um momento sem palavras.