quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Anti- depressivo






Ela se sente vazia. Sente que todos os seus sentimentos foram escondidos em algum lugar onde não tem acesso.
Ela não se reconhece, é uma estranha habitando um corpo desconhecido, onde necessita com urgência de reparos.
A morte a convida a experimentá-la e ela não sabe até quando conseguirá recusar tal convite, pois, a vontade de sentir seu sabor é uma curiosidade constante.
Ela está fora de controle e não consegue comandar seus atos e segue permanentemente desajustada, sem rumo e com sua imagem distorcida.
Ela precisa fugir de si e pedir socorro e gritar, até alguém prestar atenção e conseguir desvendar o que se passa.
Desistir e persistir são dúvidas constantes, onde uma batalha foi traçada, sem vencedor ou vencido, que corrói suas entranhas esmagando e dilacerando todos os seus sentidos vitais.
Ela é a coadjuvante da própria vida,e do primeiro ao ultimo instante sua atuação é ficar
escondida por detrás de um cenário vazio e obscuro.

1 comentários:

Jards Rangel disse...

Vc descreve as fotografias de maneira singular... O seu método de escrever me ajudou bastante...

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